Crónica: OnLine, chegou a era do ciberespaço

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Cronistas da MulherPortuguesa
Cronistas da MulherPortuguesa

Se está neste momento a ler este texto, das duas uma: ou entrou na net pela primeira vez e teve a sorte de deparar com a Mulher Portuguesa, ou então – e esta é a hipótese mais provável – é viciado na internet, como a maioria de nós, e portanto tem o hábito de ler revistas online.

Estar online

E falando nesse vício…. será que merece mesmo o nome de vício? É que pondo as coisas assim nesses termos até parece que é mau, como a droga e o álcool, formas de lenta auto-destruição.

Não, o hábito – chamemos-lhe antes hábito – de navegar na internet tem o efeito oposto, uma forma rápida de auto-evolução.

Se tem aspectos negativos? Deve ter. Mas eu diria antes que os efeitos mais notáveis são meramente caricatos. Há alguma coisa de realmente mau no facto de desenhar smileys numa carta escrita à mão? Claro que não! 😉 Ou escrever algo do género www.aminhahomepage.com no espaço “endereço” de qualquer formulário típico da nossa burocracia? Melhor ainda, será assim tão estranho dizer “LOL” em voz alta, em vez de uma normal gargalhada?

Como eu disse… situações caricatas, apenas. Nada de grave. Não passa de uma fase de transição… enquanto não estiver toda a gente definitivamente integrada no ciberespaço – e para lá caminhamos a passos largos – vai continuar a haver quem ache estranho.

Ora vejamos: O seu browser é o mais actual do mercado e o seu e-mail client permite-lhe a gestão de multiple accounts e participação em newsgroups. É normal dar por si à procura da scroll bar para virar a página do livro que tem nas mãos, ou do mouse para clikar algures no cenário da telenovela.

Sente-se mais confortável numa chatroom do que no sofá da sua sala e identifica-se mais com a personalidade do seu nickname do que com a que tem na realidade. Só fica afk em casos de extrema necessidade, deixando sempre activo o away system. Deixou de ligar importância à ortografia, até pq assim eh mt + rahpido e o ppl entende-se.

A sua mailbox está 20 vezes mais cheia que a sua caixa de snail mail e o seu papel de carta tem um cabeçalho de 10 linhas (com cinco endereços de e-mail e outros tantos URL’s).

Finalmente… se ainda não parou de ler é sinal que compreendeu totalmente o conteúdo dos dois parágrafos anteriores. Já não há nada a fazer, bem vindo ao ciberespaço, tenho o prazer de o informar que já não vai conseguir viver sem

Cronista da Mulher Portuguesa: Patrícia Esteves Nunes

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