Crónica: O que os homens não conseguem evitar

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Cronista Fátima Diogo - O que os homens não conseguem evitar
Cronista Fátima Diogo - O que os homens não conseguem evitar

‘Mas porque carga de água passa uma mulher bonita e PIMBA lá está o nosso fiel companheiro a deitar o olho (bem que cantava o Emanuel ) em noites de arraial animadas, como se nós não soubéssemos o que a casa gasta! Hehehe).

O que os homens não conseguem evitar

Bom aquilo deve ser um reflexo condicionado: pode ser um olhar de soslaio, discreto ou descarado, o “problema” é que +é um facto adquirido que olham!!!

Às vezes até estamos bem dispostas e a coisa passa, outras vezes não estamos muito bem dispostas e a coisa passa mal (que é o mesmo que dizer que fica ali presa, engasgada na garganta… no entanto com um grande esforço a coisa lá se engole, lá vai para baixo); outras vezes, daquelas em que acordamos com os pés fora da cama, ou então no lado errado da cama, a coisa simplesmente não passa sem um bom pé de vento (tipo aquelas tempestades com um epicentro daqueles capaz de derrubar umas quantas árvores e casa).

Ora Santa Paciência! Quer seja um olhar de esguelha, dissimulado ou daqueles mesmo óbvios isto faz-nos olhar para nós e pensarmos “Mas o que é que tem, que eu não tenho? Ou “Será que não lhe chego ou há algo de errado comigo?”

O que vos posso confirmar e, após imensas investigações altamente cientificas levadas a cabo pela minha pessoinha (que é o mesmo que dizer que observei imensos espécimens em acção) descobri algo que vos vai deixar descansadas por um lado, mas que também vos vai deixar à beira de um ataque de nervos por outro, como dizia o Almodovar. Curiosas? Pois bem, aqui vai: Podem refastelar-se no sofá e ter a certeza de que, não há nada de errado com vocês, com a relação ou com os vossos sentimentos.

Até aqui tudo bem. Esta é a parte boa! E a má? A má é que os homens estão geneticamente predispostos (só pode!!!!) para olhar, observar e até para se deleitarem com o sexo oposto (nosotras!, Olé!). Isto é e, permitam-me o aparte, se for essa a sua preferência sexual… com a crise que há aí, já não digo nada.

Moral desta história: Não há cura possível. Nada a fazer. Passa a jeitosa (e diga-se de passagem que, às vezes nem é assim tãooooooo extraordinária!), que lá estão os olhos gulosos a fixar o peito, as pernas (se estiverem de saias, claro está!), o rabiosque e se a jeitosa estiver com sorte ainda a olham nos olhos. Pois é, é um ritual que vem dos primórdios dos tempos e que veio para ficar.

É um espetáculo observar (desde que não estejamos a observar o nosso respectivo, que vos garanto perde a graça toda! Hehehe ).

Mas animem-se! que podia até ser a Cláudia Schiffer ou a Cindy Crawford completamente de quatro ao lado do vosso respectivo, completamente de beicinho que era só passar outra mulher, que o ritual genético era logo posto em prática. Certinho! Direitinho, como dia o Camilo! Li algures “Só se deseja o que não se tem” e acho que é mesmo isso.

Que fazer? Nada… porque desde que seja um olhar de soslaio ou discreto, tudo (engolir em seco!) bem. Olhar é natural. Há que engolir, nada de cenas de ciúmes, só acabam por se aborrecerem e a vida são dois dias, há que viver o nosso romance em pleno e deixarmos para trás o que não é tão importante assim.

Ah, e lembrem-se que, coitados aquilo é mais forte que eles, faz parte das características selecionadas naturalmente para prevalecer e ser passada às outras gerações. Hehehe. Se vocês fossem homens fariam o mesmo.

Agora se for olhares à descarada, à matador de camisa aberta a ver-se o fio grosso de prata com uma grande medalha e palito na boca acabaram-se as abébias. Nada como uma bebida bem quente ou extremamente gelada (conforme a estação) pelas calças abaixo para acalmarem os ânimos (certifiquem-se que podem fugir sem problemas, primeiro. Hehehe).

Outra estratégia a utilizar pode ser a do tiro que também pode sair pela culatra, verdade? Pois, quantas vezes se queixaram por ele estar a galar ou apenas a olhar e ele jura a pés juntos (quando por coincidência, está sentado de perna cruzada) que não fez nada e ainda por cima se chateia por não o compreender? Pois o reverso da medalha é que nós também podemos e devemos olhar e de certeza que isso o abala um pouco nas bases, porque não está habituado a isso. Porque é que não o fazemos muitas das vezes?

Por três razões:

é que a nossa tradição não é bem esta. Se olhamos somos discretas demais, passamos os olhos sem ver porque estamos tão apaixonadas pelo nosso respectivo que não há Brad Pitt que nos interesse (Salve Seja!). Há que observar bem o que nos rodeia, alegrar a vista sempre foi um dos meus desportos preferidos.

Porque existe uma minoria crescente de homens bonitos, charmosos, interessantes, cheirosos que se cuidam e até dá gosto vê-los ( já que não podemos tirar lasquinhas! Hehehe!). Há que voltar a estabelecer as ligações de emergência e ligar (em caso de desligado ou ferrugento) o nosso DBD (Detector de Borrachos à Distância).

Toca a observar! Garanto-vos que vale a pena!

O Respectivo pode ser muito liberal e olhares até nem lhe fazerem impressa, mas é sempre algo que o poderá fazer pensar e ver que ele não é o único que a acha interessante. Em casos mais graves os seus olhares podem até causar um daqueles achaques tipo a “Tragédia da Rua das Flores”.

Toma lá o teu remédio para a tosse. Hehehe. Se mesmo assim o vosso respectivo não ligar, porque sabe que um olhar é só um olhar e não tira pedaço, ao menos vocês lavam a vista, que não é nada mau.

Tenham um bom dia!

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