Crónica: o Big Foot na casa do Big Brother

1967
Cronistas da MulherPortuguesa
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Poderia dizer muita coisa acerca de pés.Sim, aquela parte do corpo nem sempre bem cheirosa, mas muito proveitosa em determinadas situações. Pézinhos de coentrada podia ser um nome a atribuir a esta crónica, mas tendo em conta a falta de ligeireza e delicadeza do acto,achei melhor colocar o título de Big Foot.

A entrada do Big Foot

Os últimos tempos na casa do Big Brother foram marcados por inúmeras situações impensáveis. Há cerca de semana e meia o país ficou chocado com o gesto irreflectido, como o Marco lhe chamou e protagonizado pelo mesmo, enquanto ensaiavam uma peça de Eça de Queiróz. Provocações para ali, respostas tortas para acolá, e eis que o rapaz do Carregado não teve meias medidas e dirigiu um pontapé à sua companheira de concurso.

Muitos afirmam que os problemas já vinham de trás. A rapariga há algum tempo que andava a irritar Marco, e este não teve com meias medidas quando a mesma soltou aquela expressão bem conhecida de todos os portugueses, mas que agora não vou aqui proferir.

O Marco saiu! A Sónia acabou por ficar! Com ela ficou também a Marta, namorada, se é que assim lhe posso chamar, do homem do Carregado! Acabaram-se as noites tórridas de amor e paixão, as palavras de carinho entre os dois pombinhos, e a mania que se é dono da verdade, e dos restantes habitantes da casa, também se foi por água abaixo, já para não falar da possibilidade de ganhar os tão disputados 20.000 contos. Paciência Marco! Quando houver o concurso Big Foot ganhas de certeza!

Afinal, quem é o Marco? O típico macho latino, mulher em casa e ele na borga, ou mulher na cozinha e ele a ver o jogo de futebol, à espera da cervejinha e do petisco? Um quadro hilariante o seguinte: a jovem universitária de avental ao peito, a dar voltas e voltas ao frigorífico à procura daquela costeleta de borrego que o seu companheiro tanto aprecia.

Marco, sentado na sala, de pernas estendidas sobre a mesa, um fio de ouro grossíssimo ao pescoço, relógio dourado e anel no dedo mindinho. ‘Atão Marta? Isso demora? ‘Tou cheio de fome!’- grita Marco, ao que Marta argumenta ‘Isto é assim…Estou à procura…A situação é delicada…embora não vá demorar nada!’. Um futuro provável, embora isto seja pura especulação. O amor na casa do Big Brother pode vir a tornar-se apenas em algo passageiro, e cada um seguir o seu rumo natural.

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A Sónia, a outra interveniente na cena de pugilismo, embora apenas praticado por um dos lados, saiu na Terça-Feira. O público não perdoou o seu comportamento demasiadamente ousado e atrevido, e trouxe-a de novo para os braços do seu ‘iogurte’ ou, se preferirem, ‘apêndice’.

Depois das cenas de Strip a que o público assistiu, dos palavrões, das tentativas de exibicionismo vulgares (com o Mário é que isto não pegou, embora ela bem tentasse), dos beijos na boca, das massagens nas partes baixas doMarco (se calhar o rapaz não gostou, e o pontapé foi a forma de lho dizer) e das atribuladas confissões de experiências homossexuais o júri popular acabou mesmo por expulsar a Sónia.

Saiu com o gosto aos beijos do Zé Maria, que por sinal até parece beijar bem, com a sua descontração habitual, pousando para as objectivas e câmaras, e saiu com um papel especial, escrito pela Marta, para a ex-residente entregar ao Marco. Atrevida mas também corajosa, já que Sónia ousou enfrentar os valores morais da nossa sociedade. E aí, fê-lo com frontalidade e sinceridade, características que faltam a muito boa gente. Mas, isso é outra questão…

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Um dia antes da saída de Sónia dois novos residentes entraram no concurso. Ambos casados, Paulo e Carla aguardam com expectativa aquilo que esta nova experiência lhes pode trazer. Desinibidos, embora ainda um pouco constrangidos, Paulo e Carla lá se vão ambientando. Prognósticos? Isso só mesmo no fim do jogo, até porque um dos dois vai ter que sair já para a semana. (Será a Carla a nova substituta de Sónia?)

Pena devem ter os novos residentes por não terem participado naquela festa ‘alucinante’, a que tivemos oportunidade de assistir por alguns momentos. Beijos em todos, ou quase todos (o Mário não é muito dado a essas coisas, e a namorada também não deve achar muita piada), muita loucura, strip, gargalhadas e muita bebida.

O Zé Maria foi o grande sortudo da noite, e parece que lá em Barrancos devem fazer outras coisas para além de matarem touros! E, pelos vistos, fazem-no bem, pelo menos foi o que disseram a Sónia e a Marta. Temo um pouco pelo Zé Maria quando tiver que sair da casa, é que se o Marco sentir a ‘cabeça pesada’, o Big Foot volta novamente a atacar. E um homem enraivecido com gestos ‘irrefletidos’, como o Marco, certamente não se fica somente por um Big Foot…

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