As terças com Morrie de Mitch Albom

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As terças com Morrie
As terças com Morrie

Um livro a ler pelo menos uma vez na vida ou para manter na sua cabeceira, para aqueles momentos em que julga nada poder ajudá-la.

As terças com Morrie

Proponho-lhe desta vez que pare um pouco. Reflita sobre as suas opções, a sua vida, a sua família, o seu ser. Basta apenas um minuto.

E se lhe fosse agora diagnosticada uma doença terminal? Imagine que vai ficar sem poder mexer a cabeça nem o corpo, que vai ver definhar o invólucro a que chama corpo, mantendo sempre o mesmo espírito.

A reação a esta notícia varia de pessoa para pessoa. E está prestes a conhecer alguém para quem isto significou que poderia ensinar a sua última lição.

Morrie é um professor universitário reformado a quem foi diagnosticado Esclerose Lateral Amiotrófica (E.L.A.) ou doença de Lou Gehrig. Nos meses finais da doença é rodeado por todos os seus ex-alunos e familiares, e tenta desesperadamente manter o espírito vivo enquanto a doença destrói o seu corpo.

Mitch é um dos seus antigos alunos, jornalista, que vem a saber da doença do professor e o acompanha na sua última lição. “Quero que alguém ouça a minha vida” (Morrie).

O professor ensina, o aluno aprende, mas um professor é-o para toda a vida, assim como todos somos alunos para sempre, porque estamos constantemente a aprender.

O livro baseia-se em factos reais, e nas conversas que Morrie manteve com Mitch antes da sua morte, gravadas por este de forma a manter sempre viva a memória do seu velho mestre. “Toda a gente sabe que vai morrer, mas ninguém acredita nisso. Se acreditássemos, fazíamos as coisas de forma diferente” (Morrie).

A aura da morte envolve toda a história, no entanto o livro está bastante vivo, é a vida encarada por duas pessoas diferentes que a vivem quase no seu limite, mas em cantos opostos. Um passa por ela encarando-a de frente e procurando respostas, vivendo-a intensamente e passando esse viver para outros, e na fase final encarando a morte, e o segundo passa por ela sem a sentir, na procura de algo que não sabe o que é, perdendo o tempo. “Usamos as coisas materiais como um substituto do amor e do afecto, mas isso não resulta” (Morrie).

Encarar a vida de forma diferente da habitual, tendo em conta que esta acaba por ser desperdiçada na procura de formas mais materialistas, como a carreira, a casa, o dinheiro, quando poderia ser ocupada a dar aos outros aquilo que se tem, é a lição fundamental que se pode retirar destes ensinamentos. “Quando faço alguém sorrir quando esta se sentia triste, fico tão saudável como alguma vez me senti” (Morrie).

Mais do que uma lição de vida é um ensinamento sobre como encarar a própria vida, o tempo, o amor, etc.. Não se trata de lições de filosofia, mas antes de uma história linda sem chegar à “lamechice”. “Temos de aprender a dar amor e deixá-lo entrar na vida” (Morrie).

Um livro a ler pelo menos uma vez na vida ou para manter na sua cabeceira, para aqueles momentos em que julga nada poder ajudá-la.

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