Mar Morto de Jorge Amado

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Mar morto de Jorge Amado
Mar morto de Jorge Amado

A obra Mar Morto foi apenas uma das muitas pérolas que um dos maiores escritores de língua portuguesa, Jorge Amado, deixou na memória mundial da literatura.

Mar Morto

Jorge Amado é relembrado no mundo inteiro com um enorme carinho e estima. Portugal não é excepção! Ainda que tenha partido do mundo dos mortais no passado dia 6 de Agosto, Jorge Amado deixou-nos uma vasta obra literária merecedora de largos e extensos elogios.

‘Mar Morto’ é o livro que hoje sugerimos deste escritor. Publicado durante cerca de 40 anos em Portugal, pelas Publicações Europa América, Jorge Amado foi o escritor de língua portuguesa mais traduzido no nosso país.

Nascido a 10 de Agosto de 1912, na fazenda de cacau Auricídia, no sul da Bahia, Jorge Amado levaria, por esse motivo, o cenário das plantações de cacau da Baía para os seus livros.

Em ‘Mar Morto’, Jorge Amado fala especialmente do mar, do amor e da vida de Guma e Lívia. ’Mar Morto’ é editado em 1936, um ano depois de ter concluído o seu curso de Direito. Jorge Amado viria ainda a ganhar o prémio Graça Aranha com esta sua obra no mesmo ano em que a mesma é publicada.

Dando particular importância ao comportamento social das suas personagens, ‘Mar Morto’ é igualmente inserido naquilo que se poderia rotular de uma narrativa lírica, onde a descrição do cenário, a beira do cais da Baía, e as personagens que o habitam é primordial.

Porto dos Milagres, telenovela actualmente exibida na televisão portuguesa, é exactamente baseada na obra ‘Mar Morto’ e ‘A Descoberta da América pelos Turcos’.

Para aguçar o gosto do leitor pela obra ‘Mar Morto’, das Publicações Europa América, nada melhor do que deixar as palavras do próprio autor- Jorge Amado.

Agora eu quero contar as histórias da beira do cais da Baía. Os velhos marinheiros que remendam velas, os mestres de saveiros, os pretos tatuados, os malandros, sabem essas histórias e essas canções. Eu as ouvi nas noites de lua no cais do Mercado, nas feiras, nos pequenos portos de Recôncavo, junto aos enormes navios suecos nas pontes de Ilhéus(…).

Vinde ouvir essas histórias e essas canções. Vinde ouvir a história de Guma e de Lívia, que é a história da vida e do amor no mar. E se ela não vos parecer bela, a culpa não é dos homens rudes que a narram. É que a ouvistes da boca de um homem da terra, e dificilmente um homem da terra entende o coração dos marinheiros.

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