Pinceladas ocultas de Manuel de Sousa

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Pinceladas ocultas
Pinceladas ocultas

Pinceladas ocultas, escrito a 12 de Agosto 2001, durante um Encontro de Recolhimento Interior Rosacruz – “ERIN”, acontecido durante 3 dias no Seminário Franciscano da Congregação do Espírito Santo, arredores de Carcavelos, Região de Lisboa, Portugal.

Pinceladas ocultas

Borboletas rodopiavam aos milhares à volta da tela
Misturando as cores objectivas e subjectivas do desenho
As flores tamborilavam ao vento os teclados da paisagem
Dando infinitas tonalidades ao perfume da existência

Sons da natureza vibrando ao sabor da sinfonia das correntes de ar
Vibrando acordes figurados no contorno das montanhas e das nuvens brancas
Baleias voando na espuma do mar ao lado das asas d’um belo sonho
Nadando por mares adentro da imaginação nunca antes navegados

Cães e gatos aguçavam o dente canino pintado no cabo do pincel
Deus gritava realidades mentais na mente da preservação cósmica do coração
Ficavam marcadas no braço direito do para sempre do Olho que tudo vê
Gravando em nós a imagem total do ápice de Sua eterna memória

Animais vegetais animados pela sobrevivência geológica da Alma
Vista no infinito deixando a indelével pincelada do amor
Vibrando no gesto e no acto da finalidade essencial do início
Deitando para sempre fora as lágrimas famintas da verdade oculta…

Dedicado ao Digno Conselheiro Regional da AMORC para Portugal (adstrita à Grande Loja de Jurisdição de Língua Portuguesa da Antiga e Mística Ordem da Rosa Cruz, sediada em Curitiba, Brasil), Prezado Frater Manuel Pina e à Respeitável Soror Vera, ambos os quais, conduziram sumamente e eloquentemente este mui louvável e interessantíssimo “ERIN”…

Que bem hajam os dois.

Que Deus esteja com todos nós, tanto na luta pela preservação de toda a vida, como na defesa do restabelecimento das condições ambientais que o permitam…

Manuel de Sousa na Amadora, Grande Lisboa, Portugal

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