Vítor Bastos apresenta a sua coleção Tanzjing

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Vítor Bastos - coleção Tanzjing
Vítor Bastos - coleção Tanzjing

Tanzânia, situada na costa oeste de África, conta com a maior comunidade de Albinos. Albinos, devido a falta de pigmentação em sua pele, pêlos e olhos, são vistos como diferentes, levantando reações ambíguas ao resto da população: o medo por acreditarem ser portadores de poder mágico e, por outro lado, a inveja dos que almejam este poder.

Vítor Bastos – Coleção Tanzjing

Comparando isto com outra população vista como diferente: a comunidade Chinesa. A reação é a mesma. Por um lado alguns temem uma forma de colonização contemporânea e falam mais de exploração do que de colaboração. Pelo outro, a China é considerada um salvador económico, um parceiro para o desenvolvimento – esta perspectiva tem influência social, quando mulheres Tanzanianas recorrem ao clareamento da pele para seduzir imigrantes chineses.

Essas reações podem ser comparadas com o QR Code em diferentes formas. De facto, este código de barras bidimensional é uma tecnologia crescente já que pode conter bastante informação e provém uma breve descrição de forma rápida. Mas oferece só uma explicação superficial.

Esta coleção é desenvolvida sob o conceito de slow response sobre os Tanzanianos e seus pontos de vista sobre as comunidades Albina e Chinesa. Observando as reacções imediatas e explorando-as em detalhe.

Os materiais são impressos com padrões de QR Code em corrosão sobre jersey de composição mista em cor de pele, e em estrutura de tricotagem em lã de merino verde água (em analogia a estamparia africana em ton-sur-ton).

Estes coordenados com mistura de couro de salmão (midnight e Olive Green) e de cordeiro em tom de pele, e fio de merino tricotado a mão de alta gramagem em castanho-escuro. Como suporte de materiais o piquet e a fazenda em navy).

FICHA TÉCNICA – Conceito: V!TOR (Vítor Bastos); Parceiro de colecção: Dapit; Produção: Dapit / Fernanda Morais ; Calçado: Adidas

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