Casa de refúgio para mulheres e crianças

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Casa de Refúgio para Mulheres e Crianças
Casa de Refúgio para Mulheres e Crianças

Decorre hoje, num hotel da capital, a cerimónia de abertura do primeiro Refúgio Especializado em Portugal, a casa de refúgio destina-se a acolher as vítimas da violência doméstica.

A primeira casa-refúgio para as vítimas de violência doméstica é um projecto da Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV) com o apoio da Tabaqueira, que se destina a acolher mulheres e crianças sujeitas a este tipo de situação.

Casa de Refúgio para Mulheres e Crianças

O donativo monetário da Tabaqueiras saldou-se por cinco mil contos que cobriram as despesas realizadas com as obras de adaptação da casa-refúgio, um espaço cedido à AMCV pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, assim como a aquisição de mobiliário e equipamento.

Este espaço terá capacidade para acolher 15 pessoas, a título temporário, entre adultos e crianças, que contarão com o apoio de técnicas especializadas, credenciadas pela AMCV.

Presentes na cerimónia espera-se a presença do ministro da presidência, Dr. Guilherme de Oliveira Martins, da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na pessoa da Dr.ª Maria do Carmo Romão, da representante da ONU, Dr.ª Maria da Costa Pinto, da Vice-presidente da Comissão para a Igualdade e Direitos das Mulheres, Dr.ª Ana Luzia Reis, do delegado da Tabaqueira, Simon Langelier e da presidente da Associação de Mulheres Contra a Violência, Margarida Medina Martins, assim como várias personalidades ligadas a questões de solidariedade social.

A AMCV, a funcionar desde 1992, é uma organização não governamental de mulheres sem fins lucrativos cujo objectivo é agir contra a violência exercida sobre as mulheres e crianças, e contando com mais de 1500 intervenções nestas situações.

Esta cerimónia decorre na véspera do dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres que será lembrado um pouco por todo o mundo.

Em Portugal, os casos de violência doméstica são bastante significativos, sendo que o número de processos registados pela Associação de Apoio à Vítima (APAV) tem crescido significativamente, representando no ano passado mais de 4 mil casos, que se ficaram a dever a um maior esclarecimento por parte das vítimas. Em termos geográficos, a zona que registou um maior número de casos foi a de Lisboa, seguida do Porto e Coimbra.

A situação mais comum dos processos é a de mulheres entre os 26 e os 45 anos que se queixam de maus tratos ou de ameaças, geralmente dos cônjuges ou companheiros, muito poucos dos quais deram origem a uma queixa na polícia.

Com esta casa-refúgio nasce uma nova esperança para as mulheres que não conseguem largar uma situação de violência por não terem local onde procurarem ajuda e abrigo, em conjunto com os filhos.

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