Comprar e vender acções tem os seus custos

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Comprar e vender acções
Comprar e vender acções

A privatização de grandes empresas como a Portugal Telecom, a Brisa, a EDP ou a Cimpor deu origem, a uma verdadeira febre bolsista, que levou até a mais cautelosa das pessoas em matéria de investimentos a dar as suas ordens de comprar e vender acções.

Comprar e vender acções

Quem o diz é a Dinheiro & Direitos, a revista do consumidor especializada em assuntos económicos e jurídicos. Esta publicação salvaguarda, porém, que os pequenos investidores nem sempre estão a par das implicações de “jogar na bolsa”.

Regra geral, desconhecem o preço a pagar pelo trabalho das instituições que executam as ordens de compra e de venda, o que reduz o rendimento potencial das acções.

Segundo o estudo desta revista a 9 corretoras e 21 bancos, os custos de compra e venda, as taxas de bolsa, as comissões por ordens não efectuadas, os custos de guarda de titulos e as despesas e portes de correio, entre outros, variam muito, consoante os intermediários sejam corretoras ou bancos. E, regra geral, as primeiras são bastante mais comedidas nas comissões que aplicam.

Corretoras e bancos

O estudo da Dinheiro & Direitos revelou que, consoante o intermediário seja uma corretora ou um banco, os custos a pagar pelo mesmíssimo serviço atingem diferenças brutais. No pior dos casos analisados, esta diferença chega aos 120 contos ao fim de um ano.

Por isso, adverte a revista do consumidor, é conveniente que antes de comprar ou vender ações saiba todos os custos que tem de pagar. Mas para melhor dar a conhecer as diferenças encontradas, esta revista criou quatro cenários possíveis, para os quais deu as respectivas Escolhas Acertadas.

Por exernplo, para um pequeno investidor, com poucas transações por ano(quatro ordens por ano, corn um valor unitário de 500 contos), as instituições que cobram os preços mais reduzidos são a Probolsa e a Mello Valores, ambas com um total de 7.004$00. No entanto, como a primeira, por regra, só aceita investidores cujas carteiras ascendam a, pelo menos, 5 mil contos, a Escolha Acertada recai sobre a Mello Valores.

Quanto aos hancos, a solução indicada para quem não gosta de dar as suas ordens de compra e venda pelo telefone e/ou não vive nem em Lisboa nern no Porto, os custos oscilam entre os 12.438$00 no Finibanco, a Escolha Acertada desta revista, e os 32.603$00 no Barclays.

Já para um pequeno investidor, com uma transação por mês(12 ordens por ano, com um valor unitário de 500 contos), esta revista descobriu que as instituições mais baratas são, uma vez mais, a Probolsa e a Mello Valores, esta última a Escolha Acertada para quem não se importa de dar ordens pelo telefone (24.279$00).

No que se refere aos bancos, o Banco Bilbao Vizcaya é o que apresenta os custos mais reduzidos para transações frequentes, como é o caso do investidor deste cenário (32.879$00).

Caso se trate de um pequeno investidor que aposta em acções tle privatizações (comprou acções da Brisa, da Cimpor, da EDP e da Portugal Telecom e vendeu, no final do ano, as acções de uma destas empresas, transacionando um total de 250 contos), as instituições rnais baratas são, segundo o estudo da Dinheiro & Direitos, a Servimédia, a Probolsa , a BPI Dealer e a Titulo (por ordem crescente de custos).

Contudo, como as três primeiras não aceitam pequenos investidores (é preciso dispor de 5 mil contos para investir), a Titulo é apontada pela revista como a Escolha Acertada. Esta corretora tem um preço exatamente igual ao do Finibanco (3.398$00), uma vez que ambos pertencem ao mesmo grupo.

Finalmente, no caso de um investidor com muitas transacções (20 ordens por ano, com um valor unitário de 500 contos), a Probolsa é, de acordo com a Dinheiro & Direitos, a corretora com melhores preços (60.212$00, para carteiras de dez mil contos sujeitas a muitas transacções anuais). No extremo oposto, a Finantia cobra 180.800$00, ou seja, três vezes mais.

Quanto aos bancos, esta revista indica como Escolha Acertada o Banco Bilbao Vizcaya, que cobra um total de 89.213$00.

A titulo comparativo, a revista do consumidor calculou também os custos para carteiras de 10 mil contos, mas apenas com duas transacções anuais. Para este cenário, a Mello Valores e o Finibanco passaram a ser as melhores opções.

Correctoras on-line

Recentemente, o boletim financeiro Poupança Quinze (pertence à Proteste) lançou também urn olhar atento às corretoras on-line, ou seja, aquelas que já criaram sitios na Internet, a partir dos quais é possível comprar e vender acções nacionais.

As conclusões desta análise são simples embora as instituições como a Big Corretora (www.bigcorretora.pt) e a Servimedia (www.servimedia.pt), que permitem aceder às cotações de todas as ações através da Net, prestem um serviço rápido e eficaz, os seus preços estão muito acima dos que são praticados pelas corretoras tradicionais.

A titulo de exemplo, para alguns dos cenários do estudo anterior, a Big Corretora chega a cobrar o dobro dos custos relativamente à Escolha Acertada indicada pela Dinheiro & Direitos.

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