Antigamente, gordura era formosura! Se a pessoa fosse muito magra, isso significava que era de uma classe social inferior e que não se alimentava devidamente, dadas as suas carências monetárias. Um corpo excessivamente magro, sem o mÃnimo de gorduras, quase liso, e onde os ossos são cobertos por uma camada muito fina de pele, era algo impensável e nada aceite pela sociedade da época.
Em contrapartida, a mulher tinha que ter um peito
avantajado, braços fortes, ancas ligeiramente largas, com um traseiro e pernas bem delineados. Tudo isto
sem cair no excesso de gordura, mas com algo bem visÃvel e que, como se diz na
gÃria, ‘os olhos também pudessem comer’. O corpo da mulher segundo estes moldes
significava que se estava perante uma mulher interessante, ‘bem feita’
fisicamente, e que deixava água na boca a qualquer senhor por mais prendado que
fosse.
Nos anos 50, Marylin Monroe celebrava a imagem da
mulher fatal. As suas ancas, peito, pernas e traseiro ostentavam um corpo que,
embora fosse o indicado e o desejado para a época, hoje jamais poderia ser
aceite num dos muitos desfiles de moda a que assistimos. No ano que culmina, a
magreza tem estado mais presente do que nunca. Nos anúncios publicitários, nos
desfiles de moda, no mundo do espectáculo, a mulher quer-se, obrigatoriamente,
magra!
As dietas e lipoaspirações sucedem-se a olhos
vistos. O culto da magreza começou a ser cada vez mais intensificado pelas top models, que ao longo dos anos têm
vindo a aparecer com uma silhueta muito mais estreita e onde os ossos
sobressaem muito mais que a carne. Kate Moss, por exemplo, protagoniza a mulher
tÃpica deste fim de século, sem o mÃnimo sinal de celulite ou gordura. Todavia,
e embora a magreza continue a ser uma presença neste fim de século, o ano de
2001 trás de volta o corpo feminino com as curvas que havia perdido há algum
tempo, ainda que a magreza seja ainda bem visÃvel.
Os problemas de bulimia e anorexia são uma realidade
à qual não se pode ficar indiferente. A pensar no corpo das modelos e actrizes,
quase obrigadas a fazerem grandes dietas e lipoaspirações para serem aceites
nas passadeiras da fama, muitas adolescentes dão entrada nos hospitais por
causa da escassez e falta de alimentos adequados. O mito do corpo tem vindo a
ser discutido com muita frequência, por forma a impregnar nas jovens a ideia de
que a magreza não é uma prioridade na vida. O corpo perfeito é a meta destas
jovens!
Neste terminar de século XX a gordura deixou de ser
formosura para passar a ser sinónimo de desleixe. Um corpo magro é, para os
pseudo-entendidos, um sinal de beleza e o protótipo de sucesso. Se uma actriz
ou modelo engorda um pouco mais, a estrela da fama deixará de a acompanhar
nesse preciso momento. As pessoas comuns, apaixonadas pela mÃstica de um padrão
que os famosos impõem, têm tendência a seguir as pegadas dos mesmos. Assim,
optam pela magreza excessiva, um corpo sem curvas, quase liso, apto a envergar
qualquer roupa.
Da beleza dos anos 50, com peito e ancas bem
delineadas, passamos agora para um ligeiro exibir das curvas que algumas
modelos trouxeram novamente para a ribalta, embora se continue a assistir a um
cenário de magreza incontrolável. 2001 não abrirá as portas para as mais
‘gordinhas’, mas certamente que o reinado das magras sem formas poderá terminar
nos próximos tempos. É esperar para ver qual será o corpo perfeito de 2001!













NAMORO A QUASE 3 ANOS E SEMPRE QUE TENHO RELAÇÃO SEXUAL COM MEU NAMORADO,DEPOIS DA RELAÇÃO OU NO ...
a melhor coisa é vc voltar no seu ginecologista .
adoro este livro, ajudou-me imenso na faculdade. será que me podiam enviar o doc para impressao? ...