Menino ou menina?

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Será menino ou menina? Nos nossos dias, já não é preciso esperar pelo resultado da ecografia para um casal saber se têm de pintar as paredes do berçário de azul ou cor-de-rosa. Graças à fertilização in vitro e a um método que tem o nome de de Diagnóstico Genético Pre implantatório, é possível a um casal escolher o sexo do seu bebé.

Tudo se passa num laboratório, onde um óvulo é fecundado artificialmente. Quando este se encontra dividido em 7 ou 8 células, analisa-se os cromossomas que definem o sexo da criança. Se for o pretendido pelo casal, o óvulo é, então, transferido para o útero da mãe.

Se em Portugal este método só é permitido mediante autorização médica e como forma de evitar doenças genéticas hereditárias (como a hemofilia), em países como os EUA, ele encontra-se ao alcance de qualquer pessoa. Mas será isto legítimo? Não estará o Homem a interferir, uma vez mais, no curso da Natureza?

A polémica mantém-se. Longe destas discussões, existem especialistas que propõem outros métodos mais “caseiros” e alternativos à manipulação em laboratório.

A ideia-base é a seguinte: é no momento da fecundação que se define o sexo do bebé. Se o cromossoma sexual do óvulo é X, o do espermatozóide pode ser X ou Y, nascendo desta união uma rapariga ou um rapaz respectivamente.

Ora, existem teses que defendem que os espermatozóides Y são mais rápidos e mais sensíveis que os X. Assim, escolhendo o momento e as condições da concepção, cada casal pode “facilitar a vida” ao espermatozóide X ou Y. Como?

Ter relações 96 a 24 horas antes da ovulação para nascer uma menina ou ter relações 12 horas antes a 12 horas depois da ovulação para nascer um menino, é o método sugerido pelo médico norte-americano Laundrum B. Shettles.

A dificuldade? Saber qual o momento exacto da ovulação.

Mas este especialista vai mais longe e indica mesmo as posições sexuais que favorecem a concepção de cada sexo. Assim, se o seu desejo é ter uma menina, a postura aconselhada é a do missionário; se, por outro lado, ter um menino é o seu sonho, o indicado é o homem colocar-se por detrás.

Outra teoria, defendida por um dos pioneiros da fertilização in vitro, o médico austríaco Wilfred Feichtinger, estabelece uma relação entre a dieta alimentar e o sexo do bebé. Segundo este médico, certas substâncias minerais influenciam a estrutura bioquímica do óvulo e o percurso do espermatozóide X ou Y.

Uma dieta rica em cenouras, espinafres, arroz e em alimentos com muito cálcio e magnésio, ajuda a conceber meninas. Para o sexo oposto, é aconselhada uma alimentação rica em potássio e sódio. Batatas, pão, sumo de tomate são alguns dos alimentos indicados.

Garantias de sucesso? As opiniões dividem-se quanto ao êxito destas técnicas. O que é certo é que muitos aspectos da fecundação ainda permanecem um mistério. Por isso, qualquer método que pretenda interferir neste processo não pode ser 100% fiável. Mas também não custa nada tentar…

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