Mulher Portuguesa

Thursday
May 17th
Text size
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
HOME Casa & Jardim Casa Com Casa ou Sem Ela

Com Casa ou Sem Ela

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
Tags:
Casa nova, crédito à habitação, crédito jovem. Estas foram as promessas que levaram muitas pessoas a comprar a casa dos seus sonhos ou a possível. Agora começa o pesadelo.

‘As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha, tão modesta quanto eu’ rezava a canção. Modestas ou mais luxuosas, o grande sonho de quase toda a gente é conseguir o ambicionado cantinho onde morar. Mas se para uns parece ser uma coisa fácil, para outros não é mais do que um pesadelo.

Depois das promessas dos bancos e do Governo, eis que as malfadadas taxas vieram estragar os planos a todos os que compraram casa através de empréstimos bancários. A Euribor (Euro Interbank Offered Rate) é uma taxa interbancária que integra um painel de 57 instituições de todos os países da União Europeia e não só, e que é calculada diariamente para os diversos prazos padrão do mercado financeiro, sendo a mais procurada por quem deseja um empréstimo.

As subidas das taxas de juro do Banco Central Europeu determinam os aumentos destas taxas, uma vez que determinam o preço a que os bancos comerciais compram o dinheiro.

A taxa de juro de um empréstimo é constituída por duas partes, o indexante, ou a taxa do mercado (Euribor ou outras) e o spread, a percentagem que o banco ou instituição de crédito acrescenta a essa taxa e que varia consoante os rendimentos, o montante pedido, o valor do imóvel e o grau de risco que o cliente representa.

A subida das taxas de juro desde Novembro de 1999 tem vindo a alterar e a colocar em perfeito desespero muitas famílias que optaram por esta taxa, a mais utilizada nos contratos de crédito à habitação. No início do ano, encontrava-se a 3% tendo actualmente atingido os 5% a que se junta o spread, uma margem que os bancos acrescentam e que pode chegar aos 2%. Tudo somado, muitas famílias encontram-se a pagar uma taxa de 7% sobre o empréstimo contraído. O suficiente para deitar por terra todos os planos e contas feitas milimetricamente antes da compra da casa.

Face a esta situação, os compradores apenas têm duas saídas possíveis mas nem sempre viáveis: a venda da casa ou o renegociamento da dívida com o banco. No primeiro caso, só é possível recorrer à venda se existir uma segunda habitação. No segundo, nem todos os bancos estão dispostos a perder o negócio e alteram as taxas, por vezes apenas com um aviso em cima da hora para o cliente.

Do lado dos bancos, o apelo ao consumidor é contínuo, mas na hora de conceder o crédito, actualmente, são tomadas mais precauções e muitas pessoas vêem o seu pedido recusado. Quando o cliente não paga as dívidas, o banco efectua hipotecas sobre a casa, embora esta não seja uma solução tomada muitas vezes. O que acontece é que muitas pessoas acabam por contrair um outro empréstimo para pagar o primeiro, criando um círculo vicioso de endividamento.

Os números das vendas de casas têm diminuído ao longo do último ano, porque os potenciais compradores não querem arriscar a ficar com uma dívida superior à que contraíram. Por outro lado, o preço das casas não tem diminuído, com os construtores a não quererem abdicar da sua margem de lucro, o que afasta ainda mais os possíveis compradores.

A solução passa, para muitas pessoas e jovens casais, por um quarto na casa dos pais e a esperança de melhores dias para comprar a casa dos sonhos.



Comentários (0)
Escrever um comentário
Your Contact Details:
Comentário:
[b] [i] [u] [url] [quote] [code] [img]   
:D:angry::angry-red::evil::idea::love::x:no-comments::ooo::pirate::?::(
:sleep::););)):0
Security
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.

!joomlacomment 4.0 Copyright (C) 2009 Compojoom.com . All rights reserved."

 


Fotos

banner_passatempo_ler








Galeria de Fotos

Inquérito

Quando é que costuma usar maquilhagem?
 


FOX FOXLIFE FOXCRIME FX FOXNEXT NGC