‘As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha, tão modesta
quanto eu’ rezava a canção. Modestas ou mais luxuosas, o grande sonho de quase
toda a gente é conseguir o ambicionado cantinho onde morar. Mas se para uns
parece ser uma coisa fácil, para outros não é mais do que um pesadelo.
Depois das promessas dos bancos e do Governo, eis que as malfadadas taxas vieram estragar os planos a todos os que compraram casa através de empréstimos bancários. A Euribor (Euro Interbank Offered Rate) é uma taxa interbancária que integra um painel de 57 instituições de todos os países da União Europeia e não só, e que é calculada diariamente para os diversos prazos padrão do mercado financeiro, sendo a mais procurada por quem deseja um empréstimo.
As subidas das taxas de juro do Banco Central Europeu determinam os aumentos destas taxas, uma vez que determinam o preço a que os bancos comerciais compram o dinheiro.
A taxa de juro de um empréstimo é constituída por duas partes, o indexante, ou a taxa do mercado (Euribor ou outras) e o spread, a percentagem que o banco ou instituição de crédito acrescenta a essa taxa e que varia consoante os rendimentos, o montante pedido, o valor do imóvel e o grau de risco que o cliente representa.
A subida das taxas de juro desde Novembro de 1999 tem vindo a alterar e a colocar em perfeito desespero muitas famílias que optaram por esta taxa, a mais utilizada nos contratos de crédito à habitação. No início do ano, encontrava-se a 3% tendo actualmente atingido os 5% a que se junta o spread, uma margem que os bancos acrescentam e que pode chegar aos 2%. Tudo somado, muitas famílias encontram-se a pagar uma taxa de 7% sobre o empréstimo contraído. O suficiente para deitar por terra todos os planos e contas feitas milimetricamente antes da compra da casa.
Face a esta situação, os compradores apenas têm duas saídas possíveis mas nem sempre viáveis: a venda da casa ou o renegociamento da dívida com o banco. No primeiro caso, só é possível recorrer à venda se existir uma segunda habitação. No segundo, nem todos os bancos estão dispostos a perder o negócio e alteram as taxas, por vezes apenas com um aviso em cima da hora para o cliente.
Do lado dos bancos, o apelo ao consumidor é contínuo, mas na hora de conceder o crédito, actualmente, são tomadas mais precauções e muitas pessoas vêem o seu pedido recusado. Quando o cliente não paga as dívidas, o banco efectua hipotecas sobre a casa, embora esta não seja uma solução tomada muitas vezes. O que acontece é que muitas pessoas acabam por contrair um outro empréstimo para pagar o primeiro, criando um círculo vicioso de endividamento.
Os números das vendas de casas têm diminuído ao longo do último ano, porque os potenciais compradores não querem arriscar a ficar com uma dívida superior à que contraíram. Por outro lado, o preço das casas não tem diminuído, com os construtores a não quererem abdicar da sua margem de lucro, o que afasta ainda mais os possíveis compradores.
A solução passa, para muitas pessoas e jovens casais, por um quarto na casa dos pais e a esperança de melhores dias para comprar a casa dos sonhos.












]Todas estas imagens são de vestidos de Fátima Lopes?
minha mae comecou a me explorar sexualmente quando eu tinha 6 anos de idade, facilitando esses ab...
por favor indiquem-me mais informações!