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Crónica: Basta de incompetência

Basta de incompetência - Maria da Fonte

Espero sinceramente que não seja necessário ir por essa via. A situação deixa-me estupefacta, melhor, com um vazio na cabeça. Recuso-me a acreditar. O país está mesmo a saque. Não porque seja novidade, este triste facto, mas porque se verifica que os que supostamente seriam os nossos “melhores crânios” apenas o tenham visto e reconhecido quando o país estava estatelado no fundo do abismo.

Basta de incompetência

O cidadão comum, mesmo que ande apenas preocupado com o seu carrito, o planear das férias, o engate de verão, o que vestir para a festa do jet set, não pode deixar de ficar abismado e perturbado. Numa semana havia apenas um complot para denegrir o Pina Moura, mas estava tudo bem, estávamos como nos países da Europa, “durmam descansados, portanto”.

Mas logo a seguir aí vem um tratamento de choque em que tudo e todos pintam de negro todos os cenários “fujam, é o descalabro!”. E claro vá de carregar nos que têm menos poder de reação, pouca capacidade de contestação, os que são genericamente odiados por todos.

Especialmente pela comunicação social, que incute essa ideia em todos nós: “a culpa é dos funcionários públicos, recebem ordenados chorudos e devem ir todos para a rua”.

Ridículo, não é? Se não fosse aberrante. É que desde o presidente da República, primeiro-ministro e todos os membros do governo, passando pela grande maioria das famílias portugueses, funcionários públicos há-os em todas as portas.

As mulheres dos empresários se não são domésticas, provavelmente são professoras. Os filhos dos empresários e banqueiros se não são valdevinos são provavelmente médicos, advogados ou engenheiros de Câmara (porque isto, o melhor é jogar pelo seguro, e um emprego que paga mal mas é seguro, não se pode desperdiçar … depois há os biscates que rendem bem e até se pode sempre cortar às horas de trabalho para o estado… quem controla?).

Mas o que me surpreende é a comparação entre as palavras de Marçal Grilo, uns dois ou três dias antes, atestando que em Portugal existem jovens de elevada craveira profissional, tão bons ou melhores do que os estrangeiros e logo a seguir deparamos com uma súcia de incompetentes, que pensam que os portugueses já atingiram a estupidificação total (não é com esse objectivo que continuam a proliferar big brothers e quejandos, sem qualquer regulamentação!!??) e vá de lhes dizer qualquer coisa porque nem percebem nem querem saber. Dêmo-lhes o futebol que ficam contentes!

BASTA de incompetentes nos governos. BASTA de votações em partidarismos balofos. BASTA de vendidos na comunicação social.

Está em risco o país, NÃO ENTENDEM?

Ou isto é tudo uma palhaçada e apenas nos querem divertir!!!. Se assim é não mexam nos nossos já magros salários.

Mas se é a sério, como infelizmente é, a comunicação social tem a obrigação de começar a separar o trigo do joio. A elevar a cultura da população, a, esquecer as audiências (afinal qual é que tem a primazia das audiências: a SIC a TVI?

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Gaba-te cesta. Registe-se com agrado essa despoluição informativa na RTP) e a apresentar aspectos positivos e gente capaz, independente e patriota (porque se terá dito desde a sua promoção a ministro, que Pina Moura queria entregar a nossa economia a Espanha?!!??) para que consigamos subsistir e não nos transformemos nos mais pobres da península, ou, pior ainda, num novo país basco.

Sim, porque acredito que ainda haverá um grupo de portugueses que têm sangue de Afonso Henriques, de Nuno Álvares Pereira e da Maria da Fonte.

Espero sinceramente que não seja necessário ir por essa via.

Dra. Manuela DaSilva

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