Inicio Pessoas As nossas crónicas O desespero do País ou a vergonha de ser portuguesa

O desespero do País ou a vergonha de ser portuguesa

Portugal está um caos! Nada funciona, as pessoas sentem e sussurram cada vez mais corajosamente que algo de mal e grave se passa. Expliquemos de onde vem a vergonha. O desalento e a desmotivação vieram para se instalar.

Pior ainda é o sentimento de acomodação a este estado de coisas e à impotência generalizada que vai invadindo a alma dos portugueses.

Parece que não há valores, que nada interessa, a menos que interesse a interesses particulares, resolve, que os poderosos pisam livremente os mais pequenos, que se atropelam todos os direitos, que a desolação e o desânimo se apoderam de todos, que os pequenos, o cidadão comum, não têm voz nem quem os defenda.

Os portugueses sentem vergonha

São casos diários que nos envergonham. Os grandes com processos judiciais nunca são julgados, os pequenos vão para a prisão por tirarem uma laranja para matar a fome aos filhos. Os espertos açambarcam os dinheiros para fins próprios em vez de os utilizarem para o desenvolvimento comum e do futuro, dinheiros que eram destinados a este fim.

Os processos de morte e incúria como o de Aquaparque são protelados vergonhosamente e arquivados. Não há culpados entre os poderosos.

O desespero está a entrar na vida dos portugueses e os suicídios e casos como o da RTP vão-se tornando cada vez mais frequentes.

Não há paciência que aguente! É preciso mudar este país! O que está errado? Afinal o mal vence o bem?

Os proprietários abusam dos trabalhadores, os superiores ignoram os direitos dos seus colaboradores, a reputação das pessoas nada conta, os maridos batem e matam as mulheres, impunemente, pais raptam os filhos e nada se faz, os meios de comunicação social endeusam e enriquecem pessoas ignorantes, mal-educadas, boçais, que batem nas pessoas, e dão-se ao luxo de manipular a seu belo prazer a população.

As chuvas destroíem casas por incúria e ganância de alguns que para o seu bem particular não se importam de pôr em risco as vidas e haveres dos outros.

A classe política vende-se por dá cá aquela palha. As manobras sujas são tão evidentes que ainda irrita mais o facto de tentarem mostrar que não é assim, fazendo-nos passar por parvos.

Inadmissível. Nem todos são destituídos, por muito que se tenham esforçado por consegui-lo nas últimas décadas.

Os partidos, os sindicatos apresentam-se como clãs fechados, que apenas apoiam os seus membros que se auto-sustentam.

O desalento espelha-se no semblante dos portugueses. A indignação começa a toldar a psique dos portugueses. Estes casos, não se iludam os políticos, vão proliferar.

Quando tudo falha só resta a chantagem. Chantagem com a vida própria e a dos outros. E em directo, para que a comunicação social seja posta em causa e o estado seja vilipendiado. Como merecem, aliás! E nada de desculpas, por favor.

Quantos actos desesperados irão ser necessários para que os “inteligentes” responsáveis deste país entendam o que se está a passar? Será necessário que lhes cheguem à pele para aprenderem?

Por favor tirem-me deste filme! Poderei ainda emigrar? Começo a ter vergonha de ser portuguesa.

Cronista: Manuela Freitas (CPCIL)

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