Até 12 de Setembro BelourArte Gallery apresenta “A Energia como Forma de Arte” de José Bahia.
A partir de 16 de Junho, prolongando-se até 12 de Setembro está patente ao público, na BelourArte Gallery, no Linhó, “A Energia como Forma de Arte”, do artista plástico José Bahia, que pela primeira vez expõe em Portugal.
Multifacetada, a obra de José Bahia marca uma forte presença, em trabalhos que inventam novas formas de sentir a Arte e de a redimensionar, num mesmo espaço, para além do “simples” quadro na parede. O artista, “arquitecto” da Arte, prolonga-a na pintura de um tapete, uma mesa, um sofá, ou inova na forma de um quadro que ele constrói como painel nos ângulos entre paredes...
Uma forma de arte, entre outras, em que vai buscar inspiração à tecnologia, por exemplo utilizando o princípio físico da miragem e o laser para entrar no campo da arquitectura luminária e criar novos ambientes.
É assim a sua linguagem, numa pintura que tanto remete para o simbólico, o espiritual, como integra Ciência e Tecnologia, num paradoxo sempre alimentado por uma forma enérgica de estar e que marca toda a sua vida, desde o primeiro quadro, inspirado no Sol da Meia Noite, durante uma viagem ao Polo quando muito jovem, e no trabalho numa fundição de aço, em Hamburgo.“A Energia como Forma de Arte” reúne cerca de 25 quadros a óleo e acrílico, entre outras obras significativas do talento de José Bahia. A exposição estará patente até 12 de Setembro (de 4ª a 6ª feira das 11 às 14 e das 16 às 19 horas, e aos sábados e domingos das 11 às 14 e das 16 às 20 horas) na BelourArte Gallery - Beloura Office Park, Ed. 4, Loja B (Quinta da Beloura), Linhó. Tel.: 21 924 41 73; Email: Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar
Pintor d’ Ângulos e de Miragens...
José Bahia
A Energia como Forma de Arte.
Depois de ter vivido cerca de 25 anos em Nova Iorque, José Bahia regressou há pouco a Portugal, País a que chama Raiz, e prepara-se para realizar a sua primeira exposição em terras lusas.
Uma produção artística que integra Ciência e Tecnologia, Física e Mística...
Perante a subjectividade da definição, melhor mesmo é conhecer a sua obra.
Vive na arte e para a arte. Mas não é fácil catalogar José Bahia no âmbito das Artes Plásticas... A sua obra sai das classificações convencionais e aproxima-se de uma linguagem que tem tanto de espiritual como de terreno, que tanto se inspira nas raízes históricas, no simbolismo do ser, como mergulha nos princípios da Física e da Química para criar novas formas de Arte onde a Ciência e a Tecnologia acabam, mesmo assim, por transmitir uma energia Cósmica.
José Bahia nasce em Lisboa, em 1947, numa família de militares e diplomatas.
Tendo recebido uma educação convencional, que não incentivava o interesse pelas artes, cedo uma inquietação interior o levaria a querer alargar horizontes e agarrar o Mundo com as suas próprias mãos, partindo à aventura. Assim...
De 1970 a 1974 navega pelo Árctico com a Marinha Mercante Alemã, entre Murmansk, Russia e Bremen / Hamburgo, no transporte do Fosfato. Fica também “em terra” durante dois anos, trabalhando em Hamburgo, na fundição do aço. O impacto dimensional das experiências entre o “Gelo” e o “Fogo” inspira o desenvolvimento artístico e trabalho pictórico a que dá início, ainda na Alemanha...
“Antes, ainda na Marinha Mercante, tinha pintado o meu primeiro quadro, que retratava, precisamente, a chegada a Murmansk durante uma viagem ao Polo. Foi aí, ainda no navio, que ao ver o gelo reflectido pelo Sol da Meia Noite, comecei a ver cores que nunca tinha visto... Era uma “aurora boreal” em que as nuvens de fosfato frente ao sol reflectiam azuis e verdes gélidos nesses 40 abaixo de zero. Descobri então que a energia tinha vida, era uma forma de Arte.
“Quando voltei a Hamburgo fui trabalhar para uma fundição de Aço e o meu trabalho era retirar impurezas (negros) do aço. E eu via, sentia desenhar-se a energia do aço. Foi aí que comecei a pintar, a transpor para os meus quadros esses padrões, com aquele fascínio de pintar a energia pura, concretizar a energia...”
Em 1976 José Bahia parte para os Estados Unidos, onde se entrega às novas experiências de libertação e visão artística. Aqui viverá mais de vinte e cinco anos, entre Manhattan, São Francisco e Washington, inteiramente dedicado à produção artística.
Para além do impacto das experiências anteriores de trabalho e viagens, e de todas as influências posteriores, em estudo e vivências, as sessões de Filosofia e Teologia do Prof. Joseph Campbell a que assiste irão também marcar uma fase da sua obra– As Origens do Mito – em que traz para os seus quadros uma visão histórica da origem espiritual do ser humano, na Arte.
Em 1977 concebe o uso do princípio físico da “Miragem”, através de duas parabólicas espelhadas no ângulo da reflexão, que lhe mostram as possibilidade da aplicação do “Fenómeno Físico” nas comunicações. Demonstrado por meio de tecnologia de Laser, Holografia e Fibra Óptica, o conceito surge baseado na viabilidade de projecções por miragens. Dedica-se então à tecnologia de Laser e à integração tecnológica das Artes Plásticas.
“Comecei a interessar-me pela Arquitectura Luminária, que me apaixonou como inovação na arte... pela possibilidade de, através de reflexões, trazer a luz do Sol, o ambiente do dia a uma cave, formar imagens de encontro entre o Céu e a Terra...”
Com o objectivo de preparar uma proposta para o desenvolvimento do conceito da “Miragem”, formulada na integração artística e científica, cursa “Produção”, entre 1977 e 1978, na School of Visual Arts, em New York.
Entre 1978 e 1980 segue e assiste, em Nova Iorque, Mestres Avant-Gardistas de “Novas Técnicas”, tais como, na Arquitectura Luminária (Michel Riley), Design (Jay Smith), Pintura (Andy Warhol’s Factory), enquanto desenvolvia técnicas pioneiras para a integração da Arte e Ciência. Cursa, no Computer Learning Center (CLC), em Falls Church, Virginia, Programação em Fortran, Assembly, Binary e Cobol. Obtém uma Bolsa de Estudo de Aydin Controls, Fort Washington, PA, para Programação Gráfica.
“Entre 1979 e 1980 conheci em Nova Iorque um artista plástico muito em voga naquela altura, que me incentivou a continuar e ir em frente com os meus conceitos, não convencionais... E à medida que eu fazia trabalhos e eles eram absorvidos por decoradores e coleccionadores, convenci-me de que podia continuar, de facto, a fazer o que mais gostava, um trabalho honesto que para mim tinha fundamento e que, apesar da sair do convencional, encontrava saída no mercado...”
A partir de 1981, José Bahia pinta exclusivamente para coleccionadores e desenhadores - Oscar Licata (Argentina); Denis Rozanski (New York); e Decoradores – Richard Farrell (Washington DC); Marcelo Politi (Cairo).
Planeia a criação de espaços e ambientes através de Arquitectura Luminária.
Depois de passagens pela Arábia Saudita e Timor, José Bahia está desde 2001 em Portugal, onde se dedica inteiramente à Inovação e Desenvolvimento Cultural, por ilustração de teorias e conceitos tecnológicos em termos de Arte Contemporânea.
“Aqui, quero apresentar agora tudo o que aprendi, o que evolui, adaptando estes anos de trabalho e experiência em Nova Iorque à escala europeia...”
Não tem pretensões de que toda a gente vá gostar da sua obra, mas espera que muitos apreciem a diferença, enquanto obra que sai dos padrões convencionais...
“Acima de tudo, quero que transpareça a honestidade do meu trabalho, que ele possa comunicar uma linguagem que todos compreendam, que reconheçam na minha obra a energia que me moveu...”
... a energia, a inquietação, a irrequietude. Nos quadros, a óleo e acrílico, bem como na restante obra, de uma criatividade e inovação sem limites. Na casa de José Bahia a Arte sai das paredes, dos seus “sítios” habituais e “instala-se” na pintura de um sofá, de uma cadeira ou banqueta, espalha-se por uma colcha de cama ou fica despojada a nossos pés, num tapete em acrílico que poderá, por exemplo, representar o núcleo de uma célula.
Ficamos, assim, maravilhados, numa casa mágica onde tudo apela aos sentidos, nas formas e nas cores intensas, de castanhos e ocre, vermelhos e amarelos ardentes, de Sol. E muita energia.












sou louca por um homem que er noivo ! oq façoo? naum mostra meu email nem meu nome! mim ajudem
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