CONHEÇA OS ALIMENTOS A QUE É ALÉRGICA PARA TER MAIS SAÚDE, BEM-ESTAR E
HARMONIA NO SEU CORPO
Todos já ouvimos falar da importância de uma
alimentação saudável... Mas o que nem todos sabem é de que forma certos
alimentos podem desencadear
intolerâncias ou alergias alimentares
que minam o nosso sistema imunitário, causam distúrbios de vária ordem e
nos impedem, por exemplo, de emagrecer...
A
alimentação é, sem dúvida, um dos principais factores que contribuem para a manutenção
da saúde e para a prevenção das doenças.
Vários estudos realizados em todo o Mundo
constatam que uma nutrição inadequada é responsável por, aproximadamente, 50%
dos casos de cancro de útero, mama e aparelho gastrointestinal nas mulheres e
por aproximadamente 30% dos casos de cancro na próstata e aparelho gastrointestinal nos homens.
A nutrição inadequada não é apenas a baixa
ingestão de nutrientes essenciais, a alta ingestão de gorduras ou açúcares ou a
baixa administração de fibras. A nutrição inadequada é também aquela na qual
ingerimos alimentos que aparentemente não nos causam mal algum, mas que podem
apresentar, para quem os ingere, reacções tipo hipersensibilidade ou
intolerância, mesmo que os sintomas passem despercebidos. A ingestão destes elementos
vai minando paulatinamente o nosso sistema imunitário. E, aqui, importa
ressaltar que 80% do nosso sistema imunológico (defesa) se encontra localizado
no tracto digestivo!
AS REACÇÕES ALÉRGICAS
No que toca especificamente ao desenvolvimento de
reacções alérgicas, é necessário que as proteínas alergenas entrem em contacto
directo com a mucosa do intestino. O intestino possui uma "parede"
natural de protecção. Não é saudável para o nosso organismo que as proteínas se
comuniquem directamente com as mucosas (isto ocorre quando há uma agressão ao
sistema imunológico). Quando isto acontece, o nosso organismo produz
anticorpos, substâncias químicas que, quando adicionadas aos alimentos -
inofensivas frutas, legumes, verduras, etc. - podem provocar determinadas
reacções alérgicas. Em, suma qualquer alimento pode ser um alergeno, o que
depende das reacções de cada indivíduo.
Muita gente confunde intolerância ou
hipersensibilidade alimentar com alergia. Os sintomas podem ser até
semelhantes, mas as causas são distintas. O importante é avaliarmos não só os
alimentos que causam alergia, mas, sempre, identificar aqueles que agridem o
nosso sistema de defesa e que de certa forma "abrem as portas" do
mesmo.
Com a proliferação, cada vez maior, de alimentos que não se
sabe bem o que contêm, com os animais engordados à força por meio de
inimagináveis drogas, com os corantes, conservantes e tantos outros factos
“desconhecidos”, comer pode ser, por vezes, um grande perigo...
REACÇÕES
ALÉRGICAS EXPLICAM OBESIDADE
Um estudo elaborado por Humberto Barbosa, Nutricionista, e Paulo Aliberti, médico
especialista em Medicina Ortomolecular, relaciona a obesidade com reacções
alérgicas alimentares. Segundo este estudo, efectuado no Departamento de
Investigação Diagnóstica da Clínica Persona, a alergia a determinados alimentos
pode ser um factor que impede a perda de peso.
Esta investigação teve por base a análise de 80
indivíduos, sem disfunção endócrina, subdivididos em dois grupos de estudo. No
primeiro grupo, os investigadores utilizaram uma dieta tendo como base as
informações recolhidas sobre o “Perfil Alérgico Alimentar” enquanto ao segundo
grupo foi administrada uma dieta comum de idênticas calorias.
Após
seis semanas verificou-se que 81 % dos pacientes do primeiro grupo (cuja dieta
eliminava os alimentos causadores de alergias) tinha perdido peso, em contraste
com apenas 19 % dos pacientes do segundo grupo que seguiu dietas de padrão
normal.
Verificaram ainda os investigadores que nas
mulheres do primeiro grupo de estudo, com celulite, diminuiu substancialmente o
aspecto “casca de laranja” da sua pele. Elas ficaram mais dinâmicas e com menor
compulsão para comer, constatando-se, a posteriori, que 91 % dessas
pacientes não voltaram a engordar.
INTOLERÂNCIA
ALIMENTAR
A intolerância alimentar não é uma reacção
imunológica. É, sim, a falta de uma ou mais enzimas alimentares.
Exemplificando: a lactase (enzima do leite) ajuda a digerir um dos açúcares do
mesmo e a sua carência pode provocar, entre outros sintomas, cólicas e ou diarreias.
Muitas pessoas intolerantes à lactose podem consumir determinados derivados do
leite, nomeadamente queijos secos, iogurtes, etc., nos quais grande parte da
lactose já foi eliminada.
Outra intolerância habitual é ao glutamato de
sódio (que os Chineses adicionam em quase todos os pratos da sua culinária),
com sintomas tais como vertigens, suores, sensação de desmaio entre outros... É
o que os Norte Americanos chamam de Síndroma do Restaurante Chinês.
* Intolerância ou Hipersensibilidade ao
Fosfato
O fosfato
é um elemento encontrado em inúmeros alimentos, e também usado para a
preparação de outros. A reacção de hipersensibilidade ocorre principalmente nas
crianças e nos adolescentes. Os principais sintomas encontrados são
hiperactividade, distúrbios do sono, agressividade, desordens digestivas, alta
tendência para a alergia em geral, dificuldade de aprendizagem escolar,
dificuldade de adaptação social.
O Fosfato está presente, ou pode ser
adicionado a:
Produtos
de Padaria: fermento de fosfato, lecitina, todo e qualquer tipo de bolacha ou
biscoito pré-cozido (congelado).
Carnes:
Carnes que tenham fosfato como elemento de conservação (escrito no rótulo),
miúdos de frango/porco, peixe defumado, conserva de peixe e douradinhos.
Produtos Lácteos: Triângulos de queijo,
queijos para Fundue e Raclette, leite de vaca e seus derivados, arroz doce e
margarina.
Ovos: clara e gema de ovo de
galinha.
Vegetais e Frutas: Frutas
cítricas, cogumelos, legumes, milho, soja e seus derivados.
Bebidas: Cola e afins, café,
bebidas alcoólicas (incluindo cerveja e Cidra).
Além destes, o fosfato pode
também ser encontrado noutros alimentos tais como aveia e derivados, muesli,
pipoca, marzipã, nougat e cacau.
E, em caso deste tipo de
hipersensibilidade, é preciso ainda ficar atento, pois determinados
medicamentos possuem na sua composição fosfato ou lecitina.
TESTE DE ALERGIA ALIMENTAR
(Perfil Alérgico Alimentar)
No Departamento de Investigação e
Diagnóstico da Clínica Persona, através da inovadora tecnologia da
Bioressonância - que é um método não invasivo, podendo ser realizada em
qualquer idade – avaliam-se qual ou quais os alimentos, compostos alimentares
ou produtos sintéticos (conservantes) que podem vir a desencadear intolerância,
hipersensibilidade ou alergia alimentar. Os testes clássicos realizados até
hoje só conseguiam detectar a fase final da agressão já com o desenvolvimento
de anticorpos. Com a ressonância pode ir-se muito mais além, identificando o
início do processo dado pela hipersensibilidade e não só a fase final da agressão.
Com isto são “reconhecidos” os alimentos hipersensíveis e impede-se, até, o
aparecimento de novas reacções alérgicas.
No total, são avaliados 117 itens entre alimentos, conservantes e
condimentos.
Neste Departamento de Investigação e Diagnóstico os
pacientes podem ainda ser submetidos a exames de última geração, alguns de
carácter único em Portugal, nomeadamente a Avaliação da Idade Biológica, a
Video-Microscopia Óptica, Mineralograma, Pesquisa de Metais Tóxicos,
Bioressonância Funcional, Perfil Vitamínico e Peroxidação Lipídica.
Texto: Dr. Paulo Aliberti
Responsável
pelo departamento de Medicina Ortomolecular da Persona. Membro Efectivo da
International Society for Orthomolecular Medicine.












