O novo espaço da FIL, no Parque das Nações albergou três salões temáticos que receberam um total de 430 expositores naquela que foi a maior mostra global de moda jamais apresentada em Portugal.
A Filmoda apresentou as colecções dos 320 expositores nacionais, em três salões com características bem demarcadas. A Expower: Salão de moda masculina e feminina Primavera/Verão 2000; Expofashion: Salão dos novos estilístas criadores e a Intermoda: Salão de moda pronta-entrega, Outono Inverno 1999-2000.
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Em paralelo, os novos pavilhões da FIL acolheram ainda dois salões, que constituíram as novidades deste ano e cuja temática veio completar a Filmoda: 0/6, Salão de Infância e Pré-mamã: com confecção infantil e toda a área da puericultura, e Sportif, o Salão internacional do desporto, englobando sectores da moda e equipamento para actividades desportivas.
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Uma das apostas dos novos estilistas
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Os 40 mil m2 de exposição tornou-nos possível descobrir as tendências que irão reger a moda nas próximas estações Outono/Inverno e Primavera/Verão. Para além dos desfiles diários, em cada um dos pavilhões, a Filmoda reservou um espaço para as propostas dos alunos das escolas de moda CIVEC e CITEX.
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Simplicidade a nota dominante na moda masculina
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Relativamente às tendências da moda masculina, o destaque vai para os acabamentos estilo "inacabado", com costuras sem orlados, botões invisíveis, abotoamento simples, zips, velcro funcional, bolsos de chapa com pespontos, casacos desestruturados e tipo camisa, sem forro; camisas amplas, levemente ajustadas e sem bolsos; t-shirts de decote redondo ou pequeno decote em "V" trabalhado; calças sem pregas, curtas, com dobras, quatro ou cinco bolsos ou cintura descaída.
No que respeita à moda feminina, as tendências ditam o uso de tailleurs entre o chique e o sportswear elegante; saias fluidas com tops sem mangas ou blusas curtas; vestidos direitos e muito longos, linha H; saias com calças; calças de cintura descaída, com muitos bolsos e botões invisíveis; túnicas tipo indianas com capuz; decotes generosos.
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No que toca à roupa dos mais pequenos, as tendências para as próximas estações apontam para linhas simples e práticas. As cores vão dos tons naturais aos mais coloridos e divertidos, não deixando de incluir os clássicos: marinho, vermelho e branco, para os mais crescidos e o azul e rosa bebé, para os mais novos.
Relativamente às cores, no próximo Verão vão reinar os tons claros, substituindo-se o branco pelos tons pérola, cinza ou lilás. O conforto, quer na escolha dos tecidos, quer no corte das peças, é outra das tónicas dominantes para homens, mulheres e crianças, um estilo simultaneamente casual e elegante.
Há traços que definem o seu estilo, neste caso e falando na roupa para mulher, podemos considerá-la muito feminina e original. Nisso é pragmática, ao afirmar que faz roupa para ela, quando desenha tem de ser roupa de que goste, jamais faria algo de que não gostasse. Depois as roupas são adaptadas para os tamanhos mais comerciais, mas têm sempre um lado muito design…é um estilo muito próprio.
Em relação à roupa para homem as particularidades são o oposto…o homem tem de ser muito masculino, mas nunca escondendo o corpo. Afirma estar na altura de os homens deixarem de vestir o tradicional casaco, com camisa aos quadrados e gravata. A roupa para homem criada por Fátima Lopes é facilmente identificada por se afastar de tudo o que já existe no mercado, e é por essa razão que a procura tem vindo a aumentar.
A androgeneidade da roupa é coisa que não lhe agrada. A mulher tem de ter curvas e o homem tem de ser muito homem, cada um com o seu corpo, todos com as suas diferenças, independentemente da sexualidade que homem ou mulher possam querer viver.
Tudo o que faz tem a sua assinatura, tudo aquilo em que investe é um projecto seu, como foi a criação deste mega-espaço onde tem a loja, o bar, a agência e a escola de manequins, o atelier e a sua própria casa. Um grande sonho que aos poucos foi tomando forma.

Um bar porque estamos no Bairro Alto, uma escola de manequins, porque é o mundo onde se movimenta, um atelier porque o que tinha tornou-se pequeno e uma loja, porque só tinha uma em Lisboa. Um mega-projecto completamente desenhado por si, onde se denota o espírito e a iniciativa desta designer…
O tempo foi avançando e a conversa escorregando…até que chegámos às novas tecnologias de design e de informação, como o novo programa que comprou e como a Mulher Portuguesa, um projecto que a estilista classificou de importante pelo potêncial que poderá ter em prol da divulgação da moda portuguesa e dos novos talentos. "Pode ser um veículo para a divulgação daquilo que se vai produzindo, não só ao nível da moda, mas de todas as outras artes como o cinema, o teatro e a música, para a moda principalmente, há muito poucos apoios em Portugal".
O desfile em Paris foi outra grande meta, à custa de uma ou duas semanas com muito sono por dormir… mais um marco na carreira desta grande mulher.















