Na Idade Média o dinheiro não abundava. Os nobres vestiam-se com roupas caras, trazidas de outras paragens, enquanto que a plebe limitava-se a usar a sua roupa do trabalho e pouco mais. As mulheres e os homens que viviam do campo não se importavam muito com as suas condições de higiene e, por isso, a higiene e o conforto íntimo era dispensado.
Nessa altura, e para quem tinha posses, como era o caso dos nobres, a lingerie era apenas uma camisola larga que servia tanto para homens como para mulheres. O objectivo desta camisola não era propriamente o conforto ou a sedução, já que servia apenas para proteger a pele das roupas grossas e pouco cómodas desta época. Esta situação manteve-se até século XV, altura em que o vestuário começou a ser encarado de outra forma.
A partir deste século o vestuário começou a ser visto como uma forma de distinção entre as várias classes sociais. As roupas apresentavam-se em diversos modelos e formas, sempre em constante criatividade, marcando bem os limites entre as classes mais elevadas socialmente e as mais pobres. A lingerie apresentava-se com cores claras, com alguns adornos, e confeccionada muito mais detalhadamente do que a roupa masculina.
As mulheres da corte e as bailarinas foram as únicas que durante muito tempo usavam aquilo a que hoje apelidamos de cuecas, embora num formato, modelo e tecidos totalmente distintos. Todas as outras usavam apenas a saia ou vestido, sem mais nada por baixo. Por volta do século XVII muitos médicos não concordavam com o uso de cuecas, isto porque, segundo os seus estudos, a sua utilização secava o útero. Assim, julgava-se que as mulheres poderiam tornar-se estéreis muito facilmente.
Após muitas invenções, como a ‘anquinha’, ‘culo’ ou ‘crinolina’, o início do século XX apresentou-se com outra visão e mentalidade relativamente à lingerie. É aqui que a lingerie começa a ser encarada como algo verdadeiramente sensual e que, além dessa característica, exigia um elevado grau de conforto. Coco Chanel foi o nome que revolucionou a moda e a roupa feminina nos anos 30.
Todas as mulheres quiseram imitar esta costureira, que confeccionava as suas próprias roupas, e que serviu de referência para todas as mulheres que quiseram imitá-la. Mas, revolução que se iniciou nos anos 30 alcançaria o seu auge nos anos 50, quando dos ‘calções’ se passou para as cuecas no modelo que hoje as conhecemos, embora actualmente sejam bem mais reduzidas.
O soutien acompanhou também a par e passo a evolução das cuecas. Da ausência do mesmo passou-se para a utilização dos espartilhos por volta do século XV, com o objectivo de evidenciar as formas da mulher. Os espartilhos foram sendo cada vez mais apertados para que os contornos do corpo parecessem perfeitos. Mas, o desconforto provocado pelo espartilho era vasto e, na segunda década do século XX, nasceria oficialmente para o mundo o primeiro soutien. Dois lenços, um pedaço de fita e um pouco de cordão eram os materiais que o constituíam.
Após a comercialização dos primeiros soutiens constatou-se que os mesmo limitavam-se a achatar os seios das mulheres e que em nada melhoravam as suas formas corporais. Os modelos de soutiens foram-se aperfeiçoando com o passar das décadas até aos dias de hoje.
Actualmente, qualquer mulher ao comprar uma lingerie tem sempre presente duas coisas: o conforto e a sensualidade da peça. A indústria da lingerie tem vindo a crescer a olhos vistos, satisfazendo as necessidades das suas clientes, e apresentando propostas inovadoras.
Não basta estar bela apenas por fora. É também importante estar confortável na sua intimidade, sentindo-se segura e cómoda. A lingerie proporciona-lhe essa beleza íntima que cabe somente a si explorar! Grandes divas do cinema como Marylin Monroe, Brigitte Bardot ou Marlene Dietricht renunciaram sempre as roupas íntimas. Por isso, pode sempre optar por esta alternativa...












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