A Tradição da Páscoa, história e origem desta festa do cristianismo

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Páscoa provêm do hebreu “Peseach”, e significa a passagem da escravidão para a liberdade. Esta é a tradição da páscoa, a maior festa do cristianismo, onde se comemora a morte e a ressurreição de Cristo um pouco por todo o mundo.

Tradição da Páscoa

Em Portugal, as tradições da Páscoa são evidentes um pouco por todo país. Os ovos, os coelhos de Páscoa, os folares, o pão e o vinho, ou a cruz, o cordeiro, bem como toda a actividade em torno desta época de devoção ao Cristianismo são já habituais. Produzem-se muitos doces e iguarias, mas esta é também uma época na qual as pessoas aproveitam para ir visitar as famílias que estão longe.

História da Páscoa

Recordemos um pouco a história da Páscoa: desde há mais de 1400 anos a. C., o povo hebreu, aquele que popularmente passámos a denominar por judeus, celebrava esta época anualmente por altura da Primavera.

Esta era a data próxima da Sexta-feira santa, mas a Páscoa só se celebra realmente após a saída do jugo Faraó, ‘chefe’ do Egipto, na altura em que muitos dos homens se conseguiram livrar da morte, graças a sangue de cordeiro nos umbrais das portas. Assim, os soldados ao irem matá-los tinham que pular as portas marcadas. Por isso o nome Páscoa, do hebraico Pesah, significa ‘poupar’ ou ‘passar por cima’.

A partir dessa época, a Páscoa passou a ser comemorada realmente por altura da Primavera, momento em que a família se reunia toda. Atualmente, para os cristãos, a Páscoa é sinónimo de ressurreição e libertação de Jesus Cristo. Há aqui uma analogia entre ambas as tradições que convém referir, e daí toda a semelhança: o cordeiro foi sacrificado para que o seu sangue salvasse os judeus, e também Jesus Cristo sujeitou-se a tal sacrifício para que o seu sangue pudesse lavar cada pecador.

Não podemos falar da Páscoa, sem falarmos da Quaresma, período de 40 dias que começa na Quarta-feira de Cinzas até ao Domingo de Páscoa. Este é um período de reflexão, de meditação e de espiritualidade, que termina com a Semana Santa.

Domingo de Ramos

É no Domingo de Ramos que se reflete sobre os últimos momentos da vida de Jesus Cristo, mas existem muitos dias nesta época com um significado especial: na Quinta-feira Santa comemora-se a Ceia do Senhor no Cenáculo e na Sexta-feira, reflete-se acerca da morte de Jesus e o preço da salvação, terminando o período de Páscoa no Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa.

É impensável falarmos de Páscoa sem falarmos nos ovos. O Domingo de Páscoa é assinalado exatamente com o ovo que simboliza o renascimento, a ressurreição, a vida. Esta tradição de ofertar ovos vem de muito longe, da China. Antigamente, há muitos séculos atrás, os chineses, tinham o cuidado de embrulhar ovos naturais com cascas de cebola e cozinhavam-nos com beterraba. Era assim que, ao retirá-los do fogo, os ovos ficavam com desenhos na casca. Só mais tarde esta tradição chegaria ao Egipto, e ambos os povos os distribuíam e ofereciam na Primavera.

Ressurreição de Jesus Cristo

Após a morte de Jesus Cristo, os cristãos consagraram esse hábito como lembrança da ressurreição. No século XVIII a Igreja adoptou-o oficialmente como o símbolo da Páscoa.

Desde então, trocam-se os ovos enfeitados no domingo após a Semana Santa. Mas, a tradição dos ovos naturais foi substituída pelos ovos de chocolate, facto que é explicável por duas versões: a primeira, afirma que a Igreja proibia, no período de Quaresma, a alimentação que incluísse ovos, carne e derivados de leite, embora esta versão pareça ser um pouco contraditória. A segunda possibilidade é o início da indústria do chocolate por volta de 1828, aparentando esta ser a mais provável.

A tradição da Páscoa pelo mundo

A verdade é que a Páscoa se festeja pelo mundo inteiro.

  • Na China, paralelamente à Páscoa, decorre também o ’Ching-Ming’, onde são feitas homenagens aos túmulos dos ancestrais e ofertadas refeições e doces.
  • Na Europa as suas origens remontam aos antigos rituais pagãos do início da Primavera. Aqui, as tradições passam também pelo enfeite dos ovos, tal como em Portugal, mas possuem ainda outras tradições, como é o caso de fazê-los rolar ladeira abaixo. O ovo que rebolar mais longe sem se partir é o vencedor.
  • Nos Estados Unidos a Páscoa é também comemorada. É comum realizar-se a ‘caça ao ovo’, onde os ovos são escondidos e as crianças na manhã seguinte têm que os encontrar. Em alguns locais, a caça ao ovo chega mesmo a ser a brincadeira de uma comunidade inteira, realizada em plena praça pública.
  • Na zona da América Latina e Brasil as crianças montam os seus próprios ninhos de Páscoa e enche-os de palha ou papel picado. Assim, o coelho já pode colocar doces e ovos na madrugada de Páscoa. Também esta é uma semelhança à tradição do Natal, em que o Pai Natal de madrugada vai deixar as prendas às crianças.

Assim, os ovos de Páscoa, o coelho, o cordeiro, a cruz, entre outros elementos, são símbolos que remontam sempre para esta época de ressurreição e de iguarias alimentares. Uma época que marca o fim da reflexão e meditação, para dar começo a uma nova era e período de prosperidade.

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