Continua a Amar depois de ser Mãe

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Nove meses volvidos e eis que já pode começar a cuidar, finalmente, do seu bebé. No entanto, não esqueça que deve também continuar a amar-se a si mesma, ao seu companheiro e à vida.

Muitas são as mulheres que após terem o seu primeiro filho entram numa depressão profunda. Não gostam do seu corpo, desleixam-se com o seu aspecto, não dão atenção ao marido, e as crises conjugais acabam por, inevitavelmente, surgir. Ainda que tenha passado por momentos difíceis na hora do parto, é importante perceber que a sua vida continua e que tudo aquilo que possuía antes de ser mãe continua ainda a ser seu. Dedicar-se ao bebé é imprescindível, mas não de uma forma que coloque em causa a relação com o seu companheiro, ignorando-o!

Uma diminuição do desejo sexual é algo perfeitamente normal num período após o parto, mas a compreensão mútua do casal face a esta realidade é algo que deve ser falado e discutido por ambos. O seu marido pode achar que já não o deseja, que não o ama, quando na verdade esta situação de desinteresse momentâneo é mais do que normal. Você mesma pode não se achar minimamente desejável, mas acredite que essas gorduras que pode ter a mais ou o ar cansado que aparenta são referentes à gravidez. Com um pouco de força de vontade, você conseguirá regressar ao seu aspecto de há nove meses atrás!

Nesta fase, e mesmo durante toda a gravidez, é fundamental que a mulher nunca deixe afundar a sua auto estima. Encare este período como algo que é comum aos seres humanos, nomeadamente às mulheres, e que daqui a algum tempo você vai sentir-se novamente bela, deslumbrante, crente das suas capacidades e carisma sedutor. É tudo, apenas, uma mera questão de tempo! De salientar que os próprios médicos referem que durante três ou quatro semanas após o parto é habitual a mulher não sentir desejo sexual, por isso não entre em histeria caso esta situação esteja a ocorrer consigo. Ainda assim, se já foi mãe há mais tempo e continua com uma vida sexual nula talvez seja melhor procurar aconselhar-se com o seu médico acerca da melhor solução.

As mulheres têm medo que a penetração doa posteriormente ao parto, até porque a própria vagina encontra-se menos lubrificada. O receio de não voltar a sentir prazer com o companheiro é outro medo das mulheres, o que as leva a retraírem-se e a evitar um contacto mais íntimo. A necessidade de fazer tudo perfeito com essa nova vida que deu à luz, as noites sem dormir, o excesso de trabalho a que um bebé obriga, a sensação de não ter tempo para conseguir fazer tudo, são igualmente motivos que não beneficiam absolutamente nada a relação com o seu parceiro. Naturalmente, que o seu companheiro terá tendência a sentir-se sozinho, rejeitado, e incompreendido.

Mais do que nunca, esta é uma fase decisiva para a união e compreensão do casal. Se ambos não comunicarem a forma como se estão a sentir, os medos e receios, é natural que a distância entre ambos se acentue ainda mais. O fosso em que a relação pode cair poderá ditar um afastamento sem retorno, que se traduz no divórcio ou separação pouco tempo depois. Não tenha medo de dizer o que sente, pois a comunicação é a base de qualquer relação seja ela recente ou já muito antiga! Faça sentir o seu companheiro importante com pequenas coisas, um simples sorriso ou um carinho, para que ele não se sinta completamente desamparado. Mostre-lhe através destas pequenas coisas que o ama, e que o vosso “afastamento sexual” em breve será ultrapassado.

 Dedicar-se ao seu filho é importante, mas isso não implica que não tenha tempo para ir ao cinema ou para ir jantar sozinha com o seu companheiro. Organizar momentos a dois é fundamental para garantir a chama da paixão acesa! Não é porque agora é mãe que vai deixar de ser também mulher, e verá que caso se abstraia de um desses papéis poderá colher no futuro frutos muito amargos. Ainda que sejam responsabilidades amplas, verá que com a devida organização do tempo tudo será bem mais simples. Ame ao máximo o seu filho, mas nunca se esqueça de se amar a si própria, ao seu marido e a vida à sua volta! Demasiadamente tímidas, podem adoptar pela via da solidão e de um isolamento inexplicável. Uma boa terapia e acompanhamento psicológico pode ser uma boa solução para todos aqueles que já foram vítimas de abusos sexuais. Todavia, os danos far-se-ão sentir para todo o sempre.

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