É a eterna mania dos portugueses de só darem valor a um artista quando morre...
O mais natural seria que, de certa forma acalmados os ânimos
relativamente a Timor, esta última semana tivesse sido um fervilhar de campanha
eleitoral. Os partidos candidatos ao governo sem dúvida gostariam de ter aproveitado
os últimos dias para compensar o tempo perdido, ou melhor, o tempo de campanha
ocupado pelo drama timorense. Não pretendo de forma alguma estabelecer prioridades,
mas a verdade é que a campanha para as legislativas tem decorrido timidamente,
em segundo plano e sem o destaque habitual.
Mas, ao contrário do que se previa, um novo sentimento se instalou
no povo português, fazendo mais uma vez com que as eleições se vissem reduzidas
a um mero pormenor. (...)
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