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Uma Viagem ao Passado do Baton   PDF  Versão para imprimir  E-mail 

Por altura da Primeira Guerra Mundial surgiu nos Estados Unidos aquilo que hoje designamos por Baton, embora numa variedade muito mais reduzida do que actualmente, e com componentes menos desenvolvidas e de acções mais reduzidas... Por altura da Primeira Guerra Mundial surgiu nos Estados Unidos aquilo que hoje designamos por Baton, embora numa variedade muito mais reduzida do que actualmente, e com componentes menos desenvolvidas e de acções mais reduzidas. Mas, o grande BUM do Baton aconteceu quando começou a ser inserido em revistas de moda destinadas apenas para as mulheres de alta sociedade.

De início, o Baton era apenas um mero ‘colorante’ labial que servia para embelezar as senhoras de estatutos sociais elevados. Devia ser usado discretamente, sem abusar na aplicação do mesmo, e podia recorrer-se ao seu uso em qualquer situação. Nas festas, o Baton era indispensável para marcar a diferença entre as ‘Madames’, provenientes de um estatuto elevado, daquelas que viviam mais modestamente, embora frequentassem também a alta sociedade. Nenhuma camponesa ou lavadeira jamais usaria Baton pois não havia condições monetárias para esse efeito, e porque não estava destinado à sua classe social.

Os constituintes do Baton alteraram-se ao longo dos anos, mas na realidade a fórmula para essa base sólida mantém-se quase igual. Alguns dos constituintes do Baton foram substituídos e outros suprimidos de vez. Na realidade, o Baton é quase tão antigo como a existência da humanidade. A diferença é que não era conhecido com este rótulo, e recorria-se ao uso do mesmo através de formas arcaicas e de plantas totalmente naturais, confeccionadas pela via de métodos caseiros.

A Mulher esteve sempre preocupada com a sua beleza, mas nem sempre foi permitida a devida dedicação da fêmea à mesma ou o estudo pormenorizado das melhores alternativas para uma cosmética eficaz. Quando a ‘Vogue’, uma das mais antigas, lendárias e pioneiras revistas de moda surgiu, o uso do Baton subiu em flecha. Os especialistas da revista fizeram elevar a importância do Baton ao rubro, o que fez com que todas as mulheres ficassem fascinadas e totalmente rendidas, àquela massa sólida gordurosa que conferia cor aos lábios.

Aos poucos, todas as mulheres começaram a usar Baton, independentemente do seu estatuto e classe social. Alcançando até o mundo do cinema, o Baton tornar-se-ia num objecto de aplicação normal, utilizado por todas as mulheres da cidade incluindo prostitutas, dançarinas de cabaret, ou donas de casa prendadas. Nessa altura, a sua utilização começou a ser vulgarizada, pois aquilo que começou por ser uma imagem das classes mais abastadas passou a tornar-se o cartão de visita para actrizes de Hollywood e mulheres com profissões relacionadas a comportamentos imorais. Ao Baton começou a ser associada uma imagem pecaminosa e depravada, que só mais tarde viria a ser quebrada.

A emancipação da Mulher e a liberdade limitada que lhe foi concedida deixaria emergir novamente o uso do Baton como algo banal, sem estar associado a provocações ou a ‘raparigas’ menos prendadas. Hoje, o Baton pode ser uma arma muito poderosa em diversas situações. A cor que é conferida aos lábios pode ser a chave de ouro para uma imagem perfeita, de classe, elegância ou até mesmo de ousadia. A variedade das cores é tal que pode encontrar cores que se adequam mais a situações banais, outras de carácter profissional, e ainda cores propícias para a noite e outras mais suaves, para o dia.

Actualmente, já se encontra facilmente Baton para proteger e hidratar os lábios do frio, vento e sol, ao mesmo tempo que lhes dá cor. Na medida em que o preço oscila bastante, os Batons estão agora acessíveis a todas as classes sociais, e ninguém julga ou rotula uma Mulher apenas por esta usar Baton. Uma arma indispensável para qualquer mulher, ou apenas uma expressão da vaidade feminina, o certo é que o Baton está aí! E, para ficar por muito tempo!

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