Orientação- Desporto e Natureza Juntos

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Uma das modalidades que mais tem crescido nos últimos anos em Portugal tem um nome: Orientação. Uma forma de desporto tão saudável como as outras, mas que prima pelo contacto com a Natureza.

Em Portugal, a Orientação é um desporto que tem ganho cada vez mais adeptos. Como forma organizada de desporto, existe há cerca de 100 anos, mas o passado desta modalidade pelo mundo inteiro é mais longínquo. A primeira vez que foi utilizada como módulo desportivo foi nos meios militares escandinavos, mas servia apenas como uma forma de distracção. Só mais tarde se tem conhecimento da realização de competições, organizadas por clubes desportivos.

A primeira competição semelhante à Orientação, mas sem mapas, ocorreu no ano de 1893, numa guarnição de jogos atléticos perto de Estocolmo, e só 2 anos depois é que se veio a realizar a primeira competição de Orientação, em Estocolmo, organizada por Gösta Drake, um dos fundadores, em 1903, da Federação de Desportos Sueca. Em 1987, organizou-se então a primeira competição pública, semelhante à corrida, na Suécia, sem mapas, com três pontos de controlo, e 12 a 15 km de distância, contando esta competição com apenas 8 pessoas.

Actualmente, os países nórdicos continuam a ser aqueles nos quais esta modalidade é mais praticada. Prova disso é o facto deste desporto ser um dos cinco mais praticados na Escandinávia. Na Orientação não há ritmos ou regras impostas, e é a própria pessoa que define as suas potencialidades. Além de ser um desporto, e por isso ser sempre benéfico para o ser humano, a Orientação permite ainda o contacto próximo com o meio ambiente, proporcionando amplos momentos de lazer e convívio com os restantes praticantes.

A Orientação consiste, propriamente, num itinerário percorrido pela pessoa, sempre ao ar livre, realizado em florestas, ribeiros, auxiliado por um mapa, sendo a modalidade realizada, normalmente, de dia, embora possa também ser de noite. Assim, na altura da partida, o participante recebe um mapa onde estão marcados pequenos círculos. A estes círculos dá-se o nome de pontos de controlo, que no terreno se encontram sob a forma de prismas de cores laranja e branca, denominados vulgarmente por ‘balizas’, acompanhados de um pequeno picotador. Ao picotar o cartão de controlo, o praticante comprova a passagem por cada ponto do itinerário

Poder-se-à dizer que cada ponto do terreno corresponde a uma meta. Desta forma, o praticante parte de meta em meta ao longo de todo o percurso, sendo cada ponto uma opção da própria pessoa que pratica a modalidade. O praticante tem total liberdade para escolher o percurso que entende ser o melhor! 

Em 1990 foi criada a Federação Portuguesa de Orientação, e nesse mesmo ano, Portugal foi aceite como membro da InternationalOrienteeringFederation – IOF. Actualmente, a Orientação é praticada em quatro vertentes: Orientação Pedestre, Orientação em BTT, Orientação em Ski, e Trail Orienteering, este último especialmente indicado para deficientes motores. Ainda que, tradicionalmente, a orientação seja realizada em zonas de floresta limpa, com pouca vegetação rasteira, esta modalidade possibilita a sua prática em qualquer local, desde que se tenha um mapa da zona: parques, jardins, ou em áreas urbanas da cidade.

Qualquer pessoa pode praticar este desporto, independentemente da idade, embora os principiantes ou pessoas com mais idade devam ter algumas cautelas. 

 

Considerado como o ‘Desporto da Natureza’, a Orientação reúne em si mesma o prazer pelo ar puro, natureza e exercício físico. Nenhum outro desporto consegue reunir estas características! Experimente você também!

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