A Obesidade

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Olhados como anormais, pessoas sem qualquer tipo de respeito pelo seu corpo e glutões, os obesos não têm a vida facilitada, especialmente se juntarmos a tudo isto os problemas de saúde que se acumulam com os quilos a mais.

Apesar do que se possa pensar, a obesidade é considerada uma doença que afecta milhões de pessoas por todo o mundo e tem tendência a aumentar. Embora não se trate de um problema novo, assume actualmente proporções que podem ser consideradas endémicas.

A falta de qualidade da comida consumida, rica em gorduras e açúcar e pobre em fibras, o sedentarismo e a reincidência do aumento de peso mesmo sob condições e dietas rigorosas fazem perigar a vida das pessoas que já têm tendência para engordar.

A obesidade é uma doença crónica cujos sintomas são o excesso de gordura corpórea, consequência de ingestão da gordura proveniente dos alimentos e que o corpo não consegue digerir, acumulando-se em camadas adiposas.

A doença surge quando existe um desequilíbrio energético em que a energia ingerida através dos alimentos (transformada em calorias) é maior do que a energia despendida, ou seja, do que as calorias que o metabolismo do corpo utiliza para actividades físicas e na formação de calor, desequilíbrio que se arrasta por um longo período de tempo.

A actividade física para uma pessoa que é relativamente sedentária pode contribuir com 20 a 30% do total diário de dispêndio de energia, enquanto que para aquela que é muito activa fisicamente, essa contribuição gira em torno dos 40 a 50%. Para os especialistas, os obesos são aqueles que apresentam um peso superior, num mínimo de 20%, ao peso considerado ideal para a sua altura.

Saber que se tem peso a mais através de uma tabela fixa é algo em que nem todos os médicos concordam, porque ‘cada caso é um caso’. Mas para tirar algumas dúvidas que possa sentir, pode consultar o Índice da Massa Corporal (IMC), hoje aceite como padrão de medida internacional. A sua forma de cálculo é a divisão do peso (em kg) da pessoa pela sua altura, elevada ao quadrado (em m²).

Importante também para o diagnóstico da doença é saber onde esta se encontra localizada. A gordura depositada na região abdominal acarreta mais riscos à saúde do que se ela estiver concentrada noutra parte do corpo, como na região dos quadris e das coxas.

As causas da obesidade ligam-se a uma série de factores orgânicos, ambientais e psicossociais, com fortes implicações para o controlo da doença. Estes factores não podem ser considerados isoladamente, razão porque muitas das dietas rápidas não funcionam com a maior parte das pessoas, devido à falta de um acompanhamento psicológico adequado. Se uma pessoa come por se sentir infeliz, a dieta não a pode ajudar a livrar-se desse sentimento, antes pelo contrário irá torná-la mais deprimida por lhe ser retirado o apoio psicológico a que recorria (a comida) sem contrabalançar essa perda.

Por outro lado, pesam também os problemas genéticos que influenciam a predisposição para a obesidade. Vários estudos realizados em diversos países apontam para que filhos de pais obesos apresentam uma maior predisposição de se tornarem obesos por sua vez, embora ainda não se saiba até que nível existe essa influência.

O armazenamento da gordura corpórea está também relacionado com o sexo do obeso. As mulheres apresentam esta tendência associada à capacidade de ter filhos e após a puberdade aumenta o apetite para as gorduras, muito mais do que se verifica nos homens. Para além deste factor, as calorias em excesso ingeridas pelas mulheres têm muito mais hipóteses de serem utilizadas para o aumento da gordura corpórea. Nos homens esse consumo tem mais probabilidades de ser canalizado para a produção de proteínas.

Vai mais uma fatia?

As pessoas obesas são consideradas não atraentes fisicamente e possuidoras de uma série de falhas de carácter. Mais recentemente, a classe médica entende a obesidade como sendo a consequência, e não a causa, dos preconceitos e da discriminação a que a essas pessoas estão sujeitas, ao contrário do que foi sustentado durante muitos anos, de que esta resultava de distúrbios emocionais em que a ingestão de comida aliviava a ansiedade e depressão.

A discriminação contra os obesos é tão generalizada quanto o preconceito. As pessoas obesas apresentam menor probabilidade de completar a escolaridade e de ingressar em profissões desejáveis. Enfrentam discriminação ao procurar emprego e no ambiente de trabalho, onde encontram dificuldade de colocação no mercado de trabalho.

Os problemas de saúde que a obesidade acarreta passam pela Diabetes, problemas coronários, varizes causadas pelo excesso de peso sobre as pernas, aumento da incidência de cancro e de tumores, pressão arterial elevada e colesterol em excesso, apneias, artrose e gota, entre outros.

Uma boa saúde passa por mudança dos hábitos alimentares, optando por uma alimentação saudável, consumindo menos gorduras e açúcar e ingerir mais fibras. E não pode esquecer o exercício físico como um dos melhores aliados para o combate aos quilos a mais.

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