Chá em saquetas, conheça a sua história

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Enquanto saboreia a sua chávena de chá, para o que lhe bastou juntar água quente a um aromático chá em saquetas, nunca se interrogou na história desse saquinho?

O chá é a mais universal bebida que existe. Obtida inicialmente a partir da árvore do chá, a camelia sinensis, uma pequena árvore da família das teáceas, hoje em dia existe em variadíssimas formas, em parte devido ao gosto apaixonado por chá de um homem, Sir Thomas J. Lipton.

O chá era conhecido à milhares de anos no Oriente, e foi após os Descobrimentos que se divulgou na Europa, em especial no Reino Unido, através de uma princesa portuguesa. O hábito de beber chá no Reino Unido ficou ligado a D. Catarina de Bragança, casada com o rei inglês D. Carlos II. Habituada ao chá em Portugal, instituiu o famoso ‘five o’clock tea’, hoje da predileção de todos os ingleses e mesmo um ex-libris deste país.

No entanto a divulgação e facilidade de prover ao hábito ficou a dever-se a Sir Thomas Lipton, um escocês apreciador da bebida, que comprou vastas propriedades no Ceilão (hoje Sri Lanka), conseguindo assegurar o fornecimento de chá aos mais baixos preços para toda a gente e tornando as suas lojas famosas em todo o Reino Unido.

Para garantir a melhor qualidade do chá, passou a vende-lo já embalado. Isto permitiu ainda conservar melhor as folhas de chá, e garantir aos consumidores que recebiam o peso de chá porque pagavam.

Sir Thomas Lipton levou esta bebida para a América, no ano de 1890, após ter alcançado um enorme sucesso no Reino Unido, baseando o seu negócio em premissas como vender apenas o produto mais fresco, de melhor qualidade e ao melhor preço. Das suas explorações de chá no Ceilão, importou para a América o aromático produto em navios.

No virar do século, o chá era a verdadeira bebida das massas em ambos os lados do Atlântico. E em 1904, interessantes desenvolvimentos viriam a aumentar o interesse pelo chá.

Como surgiu o chá em saquetas

Em Nova Iorque, um comerciante de café e chá, Thomas Sullivan decidiu empacotar pequenas quantidades de chá em saquinhos de seda cozidos à mão para oferecer com amostras aos seus clientes. Para seu espanto, estes faziam o chá, deitando água quente sobre o saquinho, sem retirar as folhas.

Até essa altura, as folhas do chá eram vendidas avulso, obrigando a um trabalho demorado até se poder degustar a fortificante bebida. Com esta inovação, a qualquer altura e em qualquer local se poderia saborear o chá.

Nesse mesmo ano, na Feira Mundial de St. Louis, Richard Blechynden, um comerciante de chá da Índia, viu-se na pouco frutuosa situação de vender chá quente a uma multidão encalorada pelo calor do Verão. Em desespero de causa, deitou o chá sobre gelo e a bebida fez um sucesso instantâneo, que dura até aos nossos dias. Nada que os árabes não conhecessem já.

Agora, quando deitar a água quente sobre um chá em saquetas, já pode contar a quem a acompanhar a interessante história dessas pequenas folhinhas aromáticas.

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